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Cidade-miniatura

A maqueta de Lisboa pelo bombeiro Luís Pereira de Carvalho

23 fev 2023 — 03 set 202310h – 18h

3 € (inclui entrada no Museu)

Todas as idades

INAUGURAÇÃO: 22 FEV | 18H

Luís Caetano Pereira de Carvalho (1863-1933) foi construtor civil, mestre carpinteiro e 2.º comandante do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa. Estas três dimensões juntaram-se no trabalho que pacientemente desenvolveu em sua casa, ao longo de 26 anos: uma maqueta de Lisboa, iniciada em 1906 e nunca terminada. 

A maqueta do bombeiro (como é carinhosamente tratada pela equipa do Museu de Lisboa) integra o acervo da Câmara Municipal de Lisboa desde 1954 e foi objeto de investigação por técnicos do Museu de Lisboa e do Regimento de Sapadores Bombeiros Municipais, por especialistas na história do socorro na cidade e por familiares de Luís Caetano Pereira de Carvalho.

A exposição é o resultado dessa investigação. Para além da história da maqueta e do seu autor, permitirá conhecer melhor a fisionomia de parte de Lisboa em inícios do século XX e compreender os desafios que então se colocavam à segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. 

Numa cidade onde a madeira constituía ainda a base do parque edificado, o risco de incêndio era potencialmente devastador, como sucedeu na madrugada de 10 de abril de 1907, num prédio da Rua da Madalena. O combate a este incêndio, também objeto de análise na presente exposição, motivou uma das muitas condecorações de Luís Pereira de Carvalho. No relatório, o bombeiro incluiu uma série de desenhos reveladores da progressão do fogo, dos meios disponibilizados para o seu combate e das operações logísticas associadas.

A maqueta tem 2,21 m de comprimento e 0,89m de largura. Retrata uma parte de Lisboa situada entre o Terreiro do Paço e o Regueirão dos Anjos, tendo como limites laterais o Castelo de S. Jorge e o miradouro de Nossa Senhora da Graça (a nascente) e o Largo do Corpo Santo e a Praça dos Restauradores (a poente). 

À escala 1:1000, e integralmente feita em madeira policromada, é um documento fidedigno da cidade nas primeiras décadas do século XX, em que todos os prédios foram criteriosamente estudados pelo autor e representados com as características e as cores que detinham à altura. 

Apesar de realizada há cerca de um século, são muitas as diferenças para com Lisboa atual. Na Praça da Figueira, ainda existia o mercado em ferro e vidro (demolido em 1949), a Praça do Martim Moniz não tinha sido ainda definida e o Castelo de S. Jorge servia de instalação a uma guarnição militar, bem longe da vocação turística atual.

No decurso da exposição, o Museu de Lisboa irá editar um livro com o resultado da investigação.

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© José Avelar/Museu de Lisboa

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© José Avelar/Museu de Lisboa

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© José Avelar/Museu de Lisboa

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© José Avelar/Museu de Lisboa

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© José Avelar/Museu de Lisboa

Maqueta do Bombeiro

Maqueta do Bombeiro © José Avelar/Museu de Lisboa