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Dia de São Vicente

12 — 23 jan 202218h

3 € (inclui entrada no Museu)

O Museu de Lisboa celebra São Vicente, o santo mártir que a devoção de Dom Afonso Henriques tornou num dos santos mais importantes da hagiografia portuguesa e o primeiro padroeiro da Lisboa, até à devoção a Santo António. 

Segundo o Livro de Milagres de São Vicente, principal fonte medieval que relata o sucedido, o corpo de São Vicente, trasladado desde um promontório da costa algarvia, chegou a Lisboa em segredo, numa longínqua noite de setembro de 1173.

A cidade ganhou assim um padroeiro e as insígnias pelas quais ainda é reconhecida foram eternizadas no seu brasão: uma embarcação em cujo convés repousa simbolicamente o mártir Vicente, acompanhado, à proa e à popa, por dois corvos, estáticos vigilantes de um santo múltiplo, que tanto repousa em Lisboa, como em Metz, Paris, Castres, Volturno, Cortona, Bari, ou mesmo no rochedo de Monemvasia. 

A barca acompanhada por corvos transformou-se num símbolo da cidade, esculpido em chafarizes, em casas pertencentes à Câmara Municipal, em marcos que assinalavam os limites de propriedades e do termo do concelho, em ferramentas e produtos de couro vendidos na cidade e, até, em moedas mandadas cunhar pela Coroa. E o acervo do Museu de Lisboa guarda alguns desses testemunhos que podem ser descobertos na visita de dia 12 de janeiro, integrada no programa O Museu e a Cidade, e na oficina para famílias pensadas para assinalar esta data.

Mais recentemente, encontramos esta inequívoca marca de Lisboa na calçada das ruas, em postes de iluminação ou mesmo em tampas de esgoto, discretos emblemas que testemunham como a memória do padroeiro histórico de Lisboa continua viva na cidade de hoje, como veremos no novo percurso dedicado a São Vicente.
 

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© José Frade/EGEAC