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O papel da imprensa na construção da voz de Amália Rodrigues (1939-1945)

Com Teresa Gentil

  • 21 OUT 2021 18H

21 out 202118h – 19h

Entrada livre mediante inscrição: reservas@museudelisboa.pt

 

Amália Rodrigues materializa acusticamente ideias, conceitos, emoções e sentimentos que gravitam ao redor do universo conceptual de portugalidade. A sua voz, definida e moldada por um conjunto de princípios históricos, políticos, estéticos, fisiológicos e biográficos, corporiza conceções de classe, educação, género, raça, entre outras, e é um «local» de confronto/encontro entre o indivíduo e a sua subjetividade/excecionalidade e as estruturas e valores sociopolíticos em que habita e com os quais se relaciona.

Nesta apresentação, reflete-se sobre o papel da imprensa na produção, comunicação e reificação de discursos sobre a voz e a figura amalianas, através da análise de dados recolhidos em publicações periódicas, no período compreendido entre a estreia da artista como fadista profissional (no Retiro da Severa, em 1939) e a data dos primeiros registos fonográficos conhecidos (realizados no Brasil, em 1945). Compositora, intérprete e investigadora, Teresa Gentil é atualmente doutoranda em etnomusicologia e bolseira de investigação com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT - SFRH/BD/137392/2018).

Teresa Gentil é compositora, intérprete e investigadora.

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© José Avelar/Museu de Lisboa

Em meu sorriso a minha entrega