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Sobre Nós

O Museu de Lisboa foi criado em 2015 com o propósito de aglutinar uma parte considerável da herança museológica municipal da cidade de Lisboa, decorrente do do antigo Museu da Cidade. Como museu de cidade, tem como vocação dar a conhecer a identidade cultural, social, económica, política, antropológica e territorial de Lisboa, refletindo a sua evolução histórica e da população que a caracteriza. Tem como missão despertar a curiosidade sobre o lugar físico e a sua ocupação ao longo dos tempos, a sua relação com o rio Tejo enquanto elo de ligação entre margens e porta para o mundo. Ao interpretar a cidade através dos testemunhos materiais e imateriais expostos, dá a conhecer a sua herança multicultural – passada e presente – como contributo para os seus possíveis futuros.

O Museu de Lisboa, tutelado pela Câmara Municipal de Lisboa, sob gestão da EGEAC, é formado por cinco lugares onde se descobre Lisboa e as suas histórias. Com valências e objetivos complementares, Palácio Pimenta, Teatro Romano, Santo António, Torreão Poente e Casa dos Bicos partilham uma identidade e uma missão: revelar Lisboa de diferentes formas, para dar a conhecer a riqueza de uma das cidades mais antigas da Europa.


A história do Museu de Lisboa

O objetivo de criar um Museu Municipal que documentasse a história de Lisboa remonta a 1909, ano em que a primeira vereação republicana da cidade apresentou uma proposta nesse sentido. Nas primeiras décadas, a história do museu foi feita de hesitações, relacionadas sobretudo com a inexistência de um local próprio para a sua instalação. Por essa razão, o acervo entretanto constituído foi depositado no Museu Arqueológico do Carmo, onde abriu uma primeira secção do chamado Museu Olisiponense em 1922. 

Em 1930, a Câmara Municipal de Lisboa adquiriu o Palácio da Mitra, tendo sido proposta a instalação do museu naquele equipamento. Após obras de adaptação do edifício, o Museu da Cidade foi inaugurado em 1942, segundo programa museológico da autoria de Mário Tavares Chicó (1905-1966). Desde logo se tomou consciência de que se tratava de uma solução provisória, dada a exiguidade do espaço expositivo e a reduzida coleção reunida. 

Com a aquisição do Palácio Pimenta, em 1962, surgiram novas perspetivas para o museu, sendo decidida a sua transferência para este novo local no início da década de 70 do século XX. O novo programa museológico, elaborado por Irisalva Moita (1924-2009), entre 1973 e 1975, propôs um discurso cronológico e evolutivo sobre a cidade, relacionado com o acervo existente, o qual tinha aumentado consideravelmente, salientando-se a aquisição, em 1953, da coleção do olisipógrafo Augusto Vieira da Silva (1869-1951), primeiro conservador das coleções do Museu da Cidade, e a integração de espólio arqueológico, proveniente de intervenções entretanto realizadas na cidade. O museu abriu ao público em diversas fases entre 1979 e 1984.

Para além do antigo Museu da Cidade, o Museu de Lisboa agregou outras unidades museológicas municipais, como o antigo Museu Antoniano, proposto pela Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Lisboa em 1911 e criado em 1962, e o antigo Museu do Teatro Romano de Lisboa, inaugurado em 2001. Também a Casa dos Bicos, que chegou a albergar um núcleo da 17.ª Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura (1983), integra o atual Museu de Lisboa, bem como o Torreão Poente, na Praça do Comércio, espaço dedicado a exposições temporárias relacionadas com a história e o presente de Lisboa.

O Museu de Lisboa encontra-se sob a gestão de uma equipa constituída por dois diretores e por dois coordenadores:

Museu de Lisboa

Direção • Joana Sousa Monteiro • David Felismino

Museu de Lisboa - Santo António

Coordenação • Pedro Teotónio Pereira

Museu de Lisboa - Teatro Romano

Coordenação • Lídia Fernandes

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